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Panorama do Coprocessamento – Brasil 2016

O coprocessamento retirou do ambiente 1,07 milhão de toneladas de resíduos em 2015

 

Um dos principais resíduos aproveitados no coprocessamento são os pneus inservíveis. O descarte inadequado de pneus gera sérios problemas ambientais, sociais e de saúde pública. Expostos a céu aberto, os pneus velhos podem levar até 100 anos para se degradar, propiciando a reprodução de insetos causadores de doenças graves, como dengue, zika e chikungunya, além de representarem risco de incêndios.

A destinação final em fornos de cimento possibilita o descarte de um grande volume de pneus inservíveis, tanto inteiros quanto picados. Um único forno, com capacidade de produção de 1.000 toneladas/dia de clínquer, pode consumir até 5.000 pneus por dia, de forma segura e eficiente. Os pneus apresentam um conteúdo energético maior que o do carvão e, quando queimados em ambiente controlado, não há aumento nas emissões, podendo em alguns casos haver até redução.

Abrangência

Em 2015, das 57 plantas integradas que possuem fornos rotativos para a produção de clínquer, 38 eram plantas integradas com fornos rotativos licenciados para o coprocessamento de resíduos, representando 67% do parque industrial brasileiro.

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Resíduos coprocessados em 2015

As 296 mil toneladas de pneus inservíveis coprocessados em 2015 correspondem a cerca de 59 milhões de pneus (cada um com 5 kg). Enfileirados, eles cobrem uma distância de 47.440 km e poderiam dar 1,2 volta na Terra. Entre os anos 2000 e 2015, a destruição de resíduos em fornos de cimento cresceu aproximadamente 500% e a atividade atingiu o patamar de 1,07 milhão de toneladas de resíduos coprocessados em 2015, segundo pesquisa realizada pela ABCP com apoio dos grupos produtores de cimento instalados no Brasil.

Na coleta dos dados, a pesquisa adotou como referência os padrões internacionais do programa Getting the Numbers Right (GNR) desenvolvido pela Cement Sustainability Iniciative (CSI) do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que conta com a participação de mais de 930 plantas de cimento ao redor do mundo.

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Perfil dos resíduos coprocessados

Do total de resíduos coprocessados em 2015, os combustíveis alternativos (resíduos + biomassa) representaram 76% e as matérias-primas alternativas, 24% (em toneladas). O índice de substituição térmica no ano foi de 9,7%.

Pela pesquisa, constata-se que há potencial para coprocessamento de 2,5 milhões de toneladas/ano de resíduos pelas 38 fábricas de cimentos licenciadas para a atividade, o que poderia mais que dobrar a quantidade anual coprocessada.

De todos os resíduos, os RSU (resíduos sólidos urbanos) aparecem como os com maior potencialidade de crescimento. Na Europa sua utilização é expressiva, mas no Brasil depende-se de regulamentação específica para coprocessamento desse tipo de resíduo. É relevante também o potencial de crescimento do coprocessamento de biomassa e medicamentos vencidos.

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Legislação

O coprocessamento é uma atividade regulamentada em âmbitos federal e estadual. Em âmbito federal, destacam-se as seguintes resoluções:

  • Resolução CONAMA 264/99 – Coprocessamento em Fornos de Clínquer
  • Resolução CONAMA 316/02 – Sistemas de Tratamento Térmico –
  • dioxinas e furanos
  • Resolução CONAMA 258/99 – Pneus

Os Estados que possuem regulamentações próprias são: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

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Acesse o Panorama do Coprocessamento Brasil 2016 (em PDF).


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