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Votorantim premiada por coprocessamento no Tocantins


Fábrica de Xambioá (Foto: Divulgação Votorantim)

 

Em 2017, unidade de Xambioá deixa de enviar resíduos ao aterro sanitário para usar na produção de clínquer

Por Fausto Oliveira

A Votorantim Cimentos, maior cimenteira do Brasil, foi reconhecida com o Prêmio Mérito Ambiental do Estado de Tocantins por suas práticas de coprocessamento na unidade de Xambioá. Ao utilizar resíduos de diferentes origens, todos gerados na própria fábrica, para produzir o clínquer, em 2017 Xambioá não destinou resíduos ao aterro sanitário do Tocantins.

O coprocessamento é uma adaptação técnica da produção de clínquer. Trata-se de inserir no forno de moenda resíduos que podem ser queimados e gerar energia térmica. Com isto, se evita a queima de combustíveis fósseis, e as cinzas resultantes por esta combustão de resíduos se integra quimicamente à estrutura do clínquer. Assim, o coprocessamento é considerado cada vez mais uma prática correta na indústria cimenteira global, para reduzir os impactos do cimento no meio ambiente.

Na unidade de Xambioá, os resíduos queimados no forno são de todo tipo: de acordo com a Votorantim, equipamentos de proteção individual, embalagens de produtos químicos e pó de serra de limpeza de maquinário, entre outros.

Hoje em dia, a Votorantim Cimentos realiza coprocessamento em 15 fábricas no país. Sua meta é chegar a 30% de uso de resíduos para queima de clínquer em todas as suas fábricas no mundo, até 2020. No Brasil, no ano passado, 25% de todo o combustível usado foram renováveis.

Fonte: Concreto Latino-Americano / KHL (15/06/2018)

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DF promove seminário sobre coprocessamento


 

 

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) realizou na última quarta-feira (19/09/2018), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o seminário “Coprocessamento de Resíduos”. O evento, que procura ampliar o debate sobre o tema, sucedeu à concessão, pelo Governo do DF, de licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal: a Votorantim Cimentos (renovação e ampliação da licença existente desde 1991) e a Ciplan (autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus).

Dividido em dois painéis (veja quadro com a Programação), o seminário abordou o panorama do coprocessamento no Brasil; a gestão dos resíduos sólidos e o potencial para recuperação energética; a geração de combustível derivado de resíduos no Distrito Federal; e o licenciamento ambiental para coprocessamento. O evento teve 71 participantes, representando entidades e empresas*. A ABCP foi representada por seu presidente, Paulo Camillo Penna,que compôs a mesa, e Mário William Esper, diretor de Relações Institucionais, que proferiu a palestra “Panorama do Coprocessamento no Brasil”.

Potencial econômico e ambiental

O coprocessamento é considerado uma alternativa sustentável e adequada à destinação de resíduos. Ele aumenta a vida útil dos aterros e contribui para a redução dos gases de efeito estufa, tanto pela não geração de metano da decomposição do lixo quanto pela substituição como combustível em função de seu conteúdo de biomassa. Marcontoni Montezuma, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fibra, observou que “não existem muitas razões” para que o coprocessamento não se efetive, dado o atual controle dos processos industriais. Para ele, o seminário reuniu entes decisivos para que isso se torne realidade no Distrito Federal.

Por enquanto, as cimenteiras de Brasília só podem fazer o coprocessamento de pneus, não de outros resíduos, como industriais, urbanos (comerciais e residenciais) e os da agricultura. Apenas Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo têm regulamentação nesse sentido. Porém, é fato que a utilização de resíduos em fornos de cimento como substitutos de combustíveis e matérias-primas convencionais atende ao preconizado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, e contribui para a economia circular. Em muitos países da Europa onde a legislação baniu os aterros sanitários, os combustíveis derivados de resíduo (CDR) produzidos a partir de resíduos urbanos, comerciais e industriais não perigosos após triagem dos recicláveis tornaram-se uma ferramenta na gestão de resíduos.

 

Resultados concretos

Em 2016, o Brasil destruiu aproximadamente 1 milhão de toneladas de resíduos em fornos de cimenteiras. “Nesse sistema, os resíduos são transformados em potenciais subprodutos ou outros materiais, promovendo a reciclagem, a reutilização e a recuperação. A indústria do cimento do Brasil vem utilizando resíduos em seus fornos desde a década de 1990 e atualmente a substituição térmica está em torno de 10%. Na Europa, chega a 90%”, explicou o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo.

O presidente do Ibram, Aldo César Vieira, mostrou-se favorável à ampliação do coprocessamento no Distrito Federal, destacando que ele traz benefício para a indústria quanto ao custo do produto e movimenta a cadeia produtiva. “No final, é um processo que vai beneficiar a sociedade como um todo. Espero que essa parceria para tratar desse assunto continue, não só com o setor produtivo, mas também com o Ministério Público, que está conosco nesse esforço”, disse. A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Cristina Rasia, também participou do debate.

Próximos passos

Considerado um sucesso pela qualidade do conteúdo e dos apresentadores, o seminário deve agilizar o licenciamento do coprocessamento para combustível derivado de resíduo (CDR) nas duas fábricas do Distrito Federal. Para tanto, o próximo passo é a elaboração de uma resolução do Distrito Federal para CDR. Além disso, o encontro previu a elaboração, em conjunto com o Ministério das Cidades, de uma agenda para coprocessamento de CDR em todo o Brasil; e o agendamento de uma visita da Fibra, Promotoria Pública e Ministério das Cidades a uma unidade de produção de CDR localizada em Recife (PE).

Texto baseado em informações de: Aline Roriz / Sistema Fibra

Foto: Moacir Evangelista / Sistema Fibra

*  Entidades e empresas participantes: Fibra e Ibram, Sema, SEDICT, MPDFT, ABCP, Ibama, SLU, Adasa, CEB, Ministério das Cidades, CNI, UnB, Sindimam, Instituto Lixo Zero, Exército Brasileiro, Votorantim, Ciplan, Combral e JC Gontijo, Bonasa, Valor Ambiental, Scom Ambiental e Corsap DF/GO.

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Governo do DF concede licenças ambientais para cimenteiras do Fercal


 

O governo do Distrito Federal entregou licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal. A Votorantim Cimentos faz esse trabalho no DF desde 1991 e conseguiu a renovação e ampliação da licença, enquanto a Ciplan foi autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus.

O coprocessamento de pneus e biomassa substitui parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. A medida contribui para reduzir o uso de recursos naturais não renováveis e a emissão de CO2, além de diminuir o volume de resíduos enviados ao aterro sanitário. O forno de cimento garante a total eliminação térmica dos resíduos e a incorporação das cinzas no processo de fabricação, sem comprometer a qualidade do produto. O coprocessamento exerce ainda papel importante para a saúde pública, uma vez que auxilia a evitar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, por exemplo.

A licença foi assinada pelo secretário da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, pelo secretário do Meio Ambiente, Felipe Ferreira, e pelo secretário-geral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Ricardo Roriz. Compareceram o gerente da Votorantim no Distrito Federal, Waldir Gomides, o presidente da Ciplan, Sergio Bautz, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Marcontoni Montezuma.

“A Fibra lutou muito, ao lado das cimenteiras, para conseguir essas licenças. Enxergamos isso como um grande avanço, pois diminui os resíduos, além de destravar o emprego e o investimento. São empresas extremamente industrializadas, que sabem o que estão fazendo e vão trazer benefícios enormes à sociedade”, disse Montezuma.

Com o volume que já era licenciado, a Votorantim eliminava 1,5 tonelada de pneus por hora. Agora, a capacidade será quadruplicada. “A gente pode chegar a 3 mil pneus de caminhão por dia destruídos imediatamente nesse processo, sem alteração de características de produto, ou 9 mil unidades de pneus de carros de passeio por dia. Esse é um trabalho feito em várias vias do poder público, da sociedade e do setor industrial e envolve uma questão de saúde pública e de vigilância sanitária”, afirmou o representante da Votorantim.

A Ciplan, por sua vez, aguardava a licença havia vários anos para dar início ao coprocessamento em suas instalações. Agora, está autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus. “Mais que substituir um combustível de fonte não renovável, temos a oportunidade de fazer uma adequação ambiental no quesito de redução de emissão de CO2 e de eliminar a quantidade de pneus expostos de maneira irregular”, explicou o presidente da empresa, que destacou os benefícios ambientais, econômicos e sociais especialmente para a região da Fercal.

 

Coprocessamento de resíduos

O Brasil gera anualmente 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A quantidade de lixo cresceu 21% só na última década, mas o tratamento adequado dado a esses resíduos não aumentou. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, só 3% dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados, apesar de um terço de todo o lixo urbano ser potencialmente reciclável.

O combustível derivado de resíduos pode, portanto, ser uma importante ferramenta de desenvolvimento sustentável para as economias regionais. Os empresários destacaram a importância desse coprocessamento não se restringir aos pneus: é preciso analisar o trabalho com resíduos triturados, restos de obras e resíduos sólidos urbanos para seguir o caminho da evolução de maneira sustentável.

Pensando em dar continuidade para esse debate, a Fibra receberá o seminário Coprocessamento de Resíduos em 19 de setembro, a partir das 14 horas. A programação inclui painéis sobre gestão de resíduos sólidos, potencial para recuperação energética, panorama de coprocessamento no Brasil, geração de combustíveis derivados de resíduos e planos e metas do poder público. Para se inscrever no evento, entre em contato pelo telefone (61) 3362-6190.

Texto: Aline Roriz

Foto da assinatura: Helio Montferre/Sistema Fibra

Foto da indústria: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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Coprocessamento é alternativa para descarte correto dos resíduos industriais em Mato Grosso


Da Redação da Folhamax*

 

Para apresentar e discutir alternativas sustentáveis para destinação correta dos resíduos industriais, a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e a Votorantim Cimentos promovem o Ciclo de Palestras ‘Resíduos Sólidos: O que fazer?’. O evento, direcionado para empresários industriais associados aos Sindicatos Patronais, será gratuito e acontece dia 03 de junho, às 18h30, no auditório do Sistema Fiemt, em Cuiabá.

Ambientalmente, o coprocessamento é a alternativa que apresenta melhor custo/benefício, sendo utilizada em diversos países como o Canadá, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Bélgica, e usada no Brasil desde o início da década de 90. Entre as principais vantagens estão: a eliminação definitiva de resíduos industriais e passivos ambientais; fonte alternativa de energia; preservação de recursos energéticos não renováveis pela substituição do combustível convencional; preservação de jazidas; contribuição à saúde pública e geração de novos empregos.

No Brasil, a atividade de coprocessamento na indústria cimenteira é regulamentada por lei (Resolução CONAMA Nº 264) e recebe resíduos líquidos, pastosos, sólidos, energéticos, materiais contaminados, triturados e outros como serragem de madeira, óleos usados, resíduos de áreas impactadas (solo e areia contaminados), resíduos orgânicos, borras de tintas, pneus e solventes de indústrias químicas são exemplos de rejeitos que são aproveitados.

“Pretendemos reforçar com os empresários a responsabilidade que cada um tem com a gestão adequada dos resíduos, além de apresentar alternativas para que o descarte seja efetuado de forma correta. Ao ter esse cuidado o empresário evita transtornos futuros e, principalmente, contribui com o desenvolvimento sustentável”, disse o presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan.

O coordenador comercial de coprocessamento da Votorantim, Edson Rodriguez, vai ministrar a palestra ‘Destinação de resíduos sólidos industriais via a tecnologia de Coprocessamento, uma solução ao problema atual’. A especialista em direito agroambiental, Alessandra Panizi, vai abordar a ‘Responsabilidades na Gestão de Resíduos’. E a assessora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), Solange Cruz, vai explicar a ‘Política Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos’. Após as apresentações será realizado um debate com os participantes. Os interessados podem se inscrever pelo formulário online. Mais informações pelo telefone (65) 3611-1679 ou pelo e-mail cointec@fiemt.com.br

 

Palestrantes

Edson Rodriguez atua há mais de 20 anos nas áreas comercial e operações, em segmentos produtivos e de serviços. Possui participação em planejamento e implantação de projetos de instalações para tratamento de resíduos e desenvolvimento de novos negócios relacionados à área ambiental. Já foi presidente da Câmara de Resíduos Sólidos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e presidente do Instituto de Desenvolvimento de Estudo Logístico, Transporte e Meio Ambiente (IDELT).

Alessandra Panizi atua exclusivamente com Direito Ambiental. Ela é membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Cehidro) e membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados de Mato Grosso (OAB-MT). Ela foi membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), e foi diretora de Recursos Hídricos da Fundação Estadual de Meio Ambiente. É docente em curso de graduação e de pós-graduação em universidades no Estado. Atualmente, é assessora ambiental da Fiemt.

Solange Cruz é analista de tecnologia ambiental da Sema, onde atua nas Superintendência de Educação Ambiental e de Indústria, Mineração, Infraestrutura e Serviços, e nas Coordenadorias de Mineração e de Gestão de Resíduos Sólidos. Mestre em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Federal de Mato Grosso, está desenvolvendo o projeto ‘Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos’, além do ‘Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana, Cuiabá-MT com coleta seletiva’. Solange é docente em cursos de graduação e de pós-graduação em universidades de Mato Grosso.

 

 

*Fonte: Extraído de http://folhamax.com.br/cidades/coprocessamento-e-alternativa-para-descarte-correto-dos-residuos-industriais-em-mato-grosso/10477 in 28 de maio de 2014

 

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