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Redução na emissão de CO2 é sinônimo de competitividade na indústria global do cimento

 

*Fabio Cirilo, Coordenador de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos

Olhe agora à sua volta e perceba como o cimento faz parte da sua vida. Ele está nas paredes das escolas, casas e hospitais. Nas pontes, prédios, portos e rodovias. No campo e nas cidades. Em todo lugar. Cimento é sinônimo de resistência, durabilidade, conforto, qualidade de vida e desenvolvimento. Mas, como qualquer coisa produzida pelo homem, tem os seus impactos.

A emissão de gases do efeito estufa pela indústria cimenteira responde, em escala global, por cerca de 7% de todo o CO2 emitido no planeta. No Brasil, esse índice é bem menor,  algo em torno de 2,6%, devido a uma série de ações de sustentabilidade implementadas ao longo dos últimos anos pela Indústria. Estamos comprometidos em reduzir as emissões e sabemos como chegar lá. Sob a orientação do Roadmap Tecnológico do Cimento, apresentamos diferentes alternativas de curto, médio e longo prazos para a descarbonização do setor.

Somando todas as iniciativas, a indústria do cimento será capaz de mitigar as emissões em cerca de 35% até 2050 e, assim, contribuir fortemente com os esforços para manter o aquecimento global sob controle e para o atingimento das metas do acordo de Paris. Líderes no mercado nacional e um dos maiores players do mundo, nós, da Votorantim Cimentos, buscamos cada vez mais soluções sustentáveis. E não é de hoje.

Nossa meta é reduzir em 25% o CO2 emitido na fabricação do cimento até 2020, em relação ao ano-base 1990. Em 2018, no Brasil, atingimos o índice de 18,6% de redução de emissões de CO2. Outro importante avanço foi o reconhecimento inédito da nossa liderança e transparência na gestão em Mudanças Climáticas no ciclo de reporte 2018 do CDP (Carbon Disclosure Project). Fomos a indústria cimenteira melhor avaliada no Brasil na categoria Clima, compondo também o grupo das três melhores no mundo.

O custo pela geração de CO2

O tema emissão de CO2 é extremamente estratégico para a Votorantim Cimentos. Atualmente, trabalhamos com um preço interno de CO2 na atratividade dos nossos investimentos. No Brasil, o custo da tonelada CO2 ainda não está definido oficialmente, mas consideramos este fator em nosso planejamento. Essa conta precisa ser considerada para garantir que nossos investimentos continuem competitivos em um cenário futuro no qual as emissões de CO2 possam, eventualmente,  representar um novo custo.

Hoje, vemos como oportunidade a substituição do clínquer, principal matéria-prima do cimento, por fontes alternativas de suprimento. Nosso objetivo é substituir o clínquer em até 50% até 2050. Ainda assim, vamos precisar avançar muito mais, com foco no Acordo de Paris.

Já o coprocessamento, substituição do coque de petróleo por combustíveis alternativos, é uma tecnologia que se mostra uma ótima alternativa para reduzir a nossa pegada de carbono. Por isso, vale detalhar um pouco os benefícios ambientais desta solução, amplamente utilizada na Europa e implantada pioneiramente no Brasil pela Votorantim Cimentos. Aliás, não só benefícios ambientais, mas também vantagens econômicas e sociais. Quase 30 anos atrás, começamos a coprocessar pneus inservíveis em uma fábrica no Paraná. O material deixava de ser um passivo ambiental e assumia uma posição nobre. Em vez de ir para aterros, lixões ou ficar exposto como abrigo das larvas do mosquito da dengue, passou a ser usado como combustível em nossos fornos, virando energia e ajudando a reduzir a demanda pelo derivado fóssil. Não sobram nem cinzas, simplesmente porque elas são incorporadas ao cimento com comprometimento zero na qualidade final do produto.

Evolução em combustíveis alternativos

Atualmente, são 14 fábricas da Votorantim Cimentos fazendo coprocessamento ou que possuem licença para operar com combustíveis alternativos. Além de pneus e outros resíduos industriais, hoje utilizamos também diferentes tipos de biomassas, como casca de arroz, cavacos de madeira, coco babaçu, serragem e caroço do açaí. Nessa cadeia de geração de valor compartilhado, envolvemos produtores de babaçu e açaí de comunidades próximas às fábricas, impactando positivamente no desenvolvimento local e contribuindo para aumentar a renda familiar.

Também no ano passado, demos um salto importante no nosso projeto CDR (Combustível Derivado de Resíduo), iniciando um programa inédito na indústria de cimento nacional: o coprocessamento, pós-reciclagem, de parte do resíduo coletado nas cidades paulistas de Piracicaba e Sorocaba. Ao todo foram 854 mil toneladas de resíduos e biomassa coprocessadas ao longo de 2018, o que significa uma redução de 521 mil toneladas de emissões de CO2, evitando a importação e consumo de 195 mil toneladas de coque de petróleo.

E assim vamos nos aproximando da meta  de reduzir em 25% o CO2 emitido na fabricação do cimento até 2020. Sem dúvida, sabemos que precisamos avançar mais. É de olho na construção de um futuro mais sustentável que diversas iniciativas para a captura e sequestro de carbono estão em curso na empresa. Uma delas é realizada na St. Marys Cement, a nossa fábrica no Canadá. Trata-se de uma biorrefinaria de algas que utiliza um fotobiorreator de 25 mil litros para reciclar CO2 e outras emissões industriais por meio de fotossíntese. As emissões da chaminé dos fornos da fábrica são canalizadas para o fotobiorreator, no qual  algas de crescimento rápido consomem os gases, absorvendo cerca de duas toneladas de CO2 para cada tonelada de biomassa que produzem. Essa biomassa pode ser aproveitada como matéria-prima para a produção de ração animal e fertilizantes ou como fonte de energia para fornos industriais.

A economia verde e a indústria de baixo carbono são o futuro. Nós, da Votorantim Cimentos, temos investido e nos esforçado, em todas as direções, para que estejamos preparados o mais rápido possível para essa nova realidade.

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Pavimento de concreto emite menos CO2

Pavimento de concreto emite menos CO2

Conclusão é de estudo do MIT, ao medir o impacto ambiental gerado pelo tráfego de veículos nas estradas

O Banco Mundial aponta que existem quase 45 milhões de quilômetros de rodovias pavimentadas no planeta – a maioria em asfalto. Isso levou o Centro de Sustentabilidade do Concreto do MIT (do inglês, Concrete Sustainability Hub [CSHub]) a medir o impacto ambiental causado pelo tráfego constante dos veículos sobre as estradas. A conclusão do trabalho no Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela por que o pavimento de concreto é mais amigo do meio ambiente em comparação ao asfalto. 

O estudo, publicado no Journal of Cleaner Production, constatou que, no asfalto, o efeito chamado de interação pavimento-veículo libera maior volume de CO2 na atmosfera. Outra observação é que a deflexão do asfalto leva os veículos a consumirem mais combustível. “A qualidade do pavimento impacta no desempenho dos veículos e na capacidade de economizarem combustível, ou seja, ao longo de seu ciclo de vida o pavimento influencia para uma pegada maior ou menor de carbono”, deduz o estudo.

O relatório do CSHub ainda faz a seguinte análise: “Ao estudar todas as etapas da vida de uma estrada, usando uma técnica chamada de avaliação do ciclo de vida do pavimento, fica claro que o impacto ambiental de um pavimento não termina com a construção. De fato, há emissões significativas associadas ao asfalto durante sua vida operacional, em comparação ao concreto”. A pesquisa ressalta que as maiores diferenças entre o pavimento flexível e o rígido se dão quando os caminhões estão nas rodovias. (…)

O Centro de Sustentabilidade do Concreto do MIT analisou pavimentos em quatro estados dos Estados Unidos, com diferentes climas: Missouri, Arizona, Colorado e Flórida. Dentro de cada zona climática, foram estudados diferentes níveis de tráfego. A pesquisa concluiu que nas estradas avaliadas aeconomia de combustívelseria de 3,8 bilhões de litros em cinco anos, caso houvesse somentepavimento de concreto, em vez de pavimento de asfalto. 

Leia a reportagem completa no site Massa Cinzenta* 

* Matéria do jornalista Altair Santos (MTB 2330) com base no estudo do Concrete Sustainability Hub (CSHub) do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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Votorantim premiada por coprocessamento no Tocantins

Fábrica de Xambioá (Foto: Divulgação Votorantim)

 

Unidade de Xambioá deixou de enviar resíduos ao aterro sanitário para usar na produção de clínquer

Por Fausto Oliveira

A Votorantim Cimentos, maior cimenteira do Brasil, foi reconhecida com o Prêmio Mérito Ambiental do Estado de Tocantins por suas práticas de coprocessamento na unidade de Xambioá. Ao utilizar resíduos de diferentes origens, todos gerados na própria fábrica, para produzir o clínquer, em 2017 Xambioá não destinou resíduos ao aterro sanitário do Tocantins.

O coprocessamento é uma adaptação técnica da produção de clínquer. Trata-se de inserir no forno de moenda resíduos que podem ser queimados e gerar energia térmica. Com isto, se evita a queima de combustíveis fósseis, e as cinzas resultantes por esta combustão de resíduos se integra quimicamente à estrutura do clínquer. Assim, o coprocessamento é considerado cada vez mais uma prática correta na indústria cimenteira global, para reduzir os impactos do cimento no meio ambiente.

Na unidade de Xambioá, os resíduos queimados no forno são de todo tipo: de acordo com a Votorantim, equipamentos de proteção individual, embalagens de produtos químicos e pó de serra de limpeza de maquinário, entre outros.

Hoje em dia, a Votorantim Cimentos realiza coprocessamento em 15 fábricas no país. Sua meta é chegar a 30% de uso de resíduos para queima de clínquer em todas as suas fábricas no mundo, até 2020. No Brasil, no ano passado, 25% de todo o combustível usado foram renováveis.

Fonte: Concreto Latino-Americano / KHL (15/06/2018)

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