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Ministérios finalizam regulações que contemplam o coprocessamento

Ministérios finalizam regulações que contemplam o coprocessamento



Mesa do evento de apresentação do Mapeamento Tecnológico do Cimento, Roadmap Brasil, tendo ao centro o ministro de Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles (quarto a partir da esquerda), e o presidente do SNIC e ABCP, Paulo Camillo Penna (quinto a partir da esquerda)

 

Promovido pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), entidades representativas da indústria brasileira do cimento, realizou-se na manhã da última quarta-feira (3/4/2019), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o evento de lançamento e apresentação do Mapeamento Tecnológico do Cimento, Roadmap Brasil, que traça as principais diretrizes e ações para a redução das emissões na indústria cimenteira do Brasil.

Perto de 150 pessoas, entre autoridades, lideranças empresariais, executivos da indústria do cimento do país e especialistas brasileiros e estrangeiros, lotaram o plenário do 15º andar da CNI para conhecer e debater os desafios e oportunidades de redução da pegada de carbono do setor, no horizonte de 2050, assistindo antes da abertura oficial do encontro a um vídeo especialmente preparado sobre o Roadmap.

Logo após a saudação inicial de boas-vindas do presidente do SNIC e ABCP, Paulo Camillo Penna, o ministro de Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, fez importante pronunciamento, destacando o protagonismo, parceria e contribuições realistas e ambiciosas da indústria do cimento na direção de uma economia de baixo carbono, desde a época em que ocupou a Secretaria Estadual do Meio Ambiente em São Paulo. Em sua manifestação, o ministro ressaltou a relevância do coprocessamento, conforme os trechos a seguir:

“Ao assistir esta apresentação (vídeo), meu caro amigo Paulo, fico ainda mais confiante e reforça nossa convicção que é de fato prioridade numero 1 do Ministério de Meio Ambiente do presidente Jair Bolsonaro a agenda de qualidade ambiental urbana.”

“E para a indústria especificamente do cimento o que nós já fizemos que interessa, e que tem consenso com o tema de hoje, é o fato de ontem nós conseguirmos fechar a minuta final de uma portaria interministerial conjunta, cujo conceito foi debatido entre eu, o ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e o ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, para normatizar e dar as diretrizes para utilização dos resíduos no coprocessamento, enfim nas fontes alternativas de energia para queima. Mas é uma norma muito enxuta, no sentido técnico, para dar objetivamente o tratamento que precisa ser dado, sem robustecer barreiras que são meramente filosóficas e dogmáticas. Tenho certeza que isso vai ajudar muito na solução que é boa para o setor, para mudanças climáticas e boas para a solução dos resíduos dos municípios. Todos ganham. Certamente não é a solução final. Precisa ser ajustada. Mas tudo a seu tempo.”


Plenário da CNI, que acolheu o evento

 

Presentes ao evento encontravam-se também o secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal de Oliveira, os senadores Rodrigo Pacheco, líder do DEM, e Marcos Rogério, presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, o diretor geral daAgência Nacional de Mineração (ANM), Victor Bicca, o presidente da Frente Parlamentar Mista da Economia Verde, deputado federal Arnaldo Jardim, além dos deputados federais Vinicius Carvalho e Enrico Misasi.

Coube ao secretário nacional de Energia Elétrica do MME, Ricardo Cyrino, representando o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o pronunciamento de encerramento da solenidade de abertura.

Conferências

Uma conferência internacional, proferida pela diretora de Cimento da recém-constituída Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA, Global Cement and Concrete Association), Claude Loreá, sob o título “O caminho para a Sustentabilidade do Cimento e do concreto”, mostrou, gerando grande interesse do plenário, as ações sobre os aspectos ambientais que conduzem a indústria mundial do cimento na direção da economia de baixo carbono. A edição do jornal “Valor Econômico” desse mesmo dia trouxe ampla entrevista com a convidada internacional, sob o título “Indústria do cimento discute corte na emissão de carbono” (ver link).

Outra conferência, conduzida pelo especialista em meio ambiente do SNIC, Gonzalo Visedo, que co-coordenou o trabalho ao lado do professor José Goldemberg, tratou dos aspectos técnicos do Roadmap Brasil.

Painéis

A segunda parte do encontro foi composta de dois painéis, um sobre as ações já realizadas até o momento pela indústria brasileira e outro sobre as ações futuras, ambos com moderadores e panelistas profissionais destacados e experientes da indústria brasileira do cimento. Deles também tomaram parte especialistas da Corporação Financeira Internacional (IFC) – membro do Grupo Banco Mundial -, bem como a diretora geral da Federação Interamericana do Cimento, Maria José Garcia.

O jornal “Correio Braziliense” trouxe na edição do dia seguinte, 4 de abril, reportagem sobre o encontro (ver link).


Ministro Ricardo Salles (MMA) e Paulo Camillo Penna (SNIC/ABCP)

 

O Roadmap e suas propostas

O Roadmap Brasilfoi desenvolvido com a contribuição daAgência Internacional de Energia (IEA), Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI) do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvi­mento Sustentável (WBCSD), Corporação Financeira Internacional (IFC) – membro do Grupo Banco Mundial – e um seleto grupo de acadêmicos-pesquisadores de renomadas universidades e centros de pesquisa do país, sob a coordenação técnica do professor e ex-ministro José Goldemberg. A iniciativa teve o objetivo de elencar uma série de medidas capazes de acelerar a transição rumo a uma economia de baixo carbono no setor cimenteiro.

O compromisso deste trabalho é contribuir para a redução da intensidade carbônica em 35% até 2050, com base nos valores atuais. Para tanto, elencou medidas que se concentram em quatro principais pilares: (i) adições e substitutos de clínquer (produto intermediário do cimento), por meio do uso de subprodutos de outras atividades; (ii) combustíveis alternativos, com a utilização de biomassas e resíduos com poder energético em substituição a combustíveis fósseis não renováveis; (iii) medidas de eficiência energética, mediante investimentos em linhas e equipamentos de menor consumo térmico e/ou elétrico; (iv) tecnologias inovadoras e emergentes, através da pesquisa e desenvolvimento em tecnologias disruptivas, como a captura de carbono.

As soluções apresentadas no evento deste dia 3 de abril são realistas e as reduções almejadas, ambiciosas. A transição da indústria do cimento sugerida no documento só pode ser alcançada mediante uma estrutura reguladora de apoio e investimentos efetivos e sustentados.

O roteiro mapeia políticas públicas necessárias, avalia mecanismos de fomento e descreve desafios técnicos para alcançar a ambição proposta.

O documento na íntegra e seu encarte (resumo) estão disponíveis para download nos links:

Roadmap Tecnológico do Cimento – Brasil (Book – 6,9 Mb)

Roadmap Tecnológico do Cimento – Brasil (Encarte – 1 Mb)

Assista também ao vídeo “Mapeamento Tecnológico do Cimento: Roadmap Brasil 2019”.

 

ROADMAP TECNOLÓGICO DO CIMENTO

O cimento é insumo fundamental da cadeia produtiva da indústria da construção, componente básico de concretos e argamassas e o material feito pelo homem mais utilizado no planeta.

Ele é também elemento imprescindível ao desenvolvimento da infraestrutura no país, hoje deficitária. O cimento é base para a construção de casas, escolas, hospitais, estradas, ferrovias, portos, aeroportos, obras de saneamento e energia, entre muitas outras que proporcionam saúde e bem-estar à população e atendem às exigências da vida moderna.

O Brasil, como país em desenvolvimento, tem um importante programa de infraestrutura a ser implementado, e o aumento da população, aliado aos seus crescentes padrões de urbanização, deverá impulsionar a deman­da por cimento nas próximas décadas.

O processo produtivo de cimento é intensivo na emissão de gases de efeito estufa. A indústria cimenteira responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Apesar disso, no Brasil, muito em função de uma série de ações que o setor vem implementando há anos, esta participação é de cerca de 2,6%.

Particularmente, o Brasil é um dos países que emite menor quantidade de COpor tonelada de cimento no mundo. Esta posição de destaque, ao mesmo tempo em que é um reconhecimento ao esforço do setor no combate às mudanças climáti­cas, representa um enorme desafio: produzir o cimento necessário ao desenvolvimento do país, buscando ao mesmo tempo soluções para reduzir ainda mais as suas emissões de CO2.

Pensando nisso, a indústria do cimento nacional, em colaboração com a IEA, IFC (do Banco Mundial), WBCSD e diversos especialistas desenvolveram este Roadmap Tecnológico do Cimento. Nele, são apresentadas diferentes alternativas de mitigação das emissões da indústria nacional a curto, médio e longo prazos. Com isso, se adequar a cenários condizentes com o de menor impacto climático, limitando o aumen­to da temperatura global em até 2°C.

O estudo também identifica barreiras ou gar­galos que limitam a adoção dessas alternativas e, com base nisso, propõe uma série de recomendações de políticas públicas, instrumentos de fomento, regu­lações, aspectos normativos, entre outros, capazes de potencializar a redução das emissões do setor e acelerar sua transição a uma economia de baixo carbono.

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Coprocessamento no 60º Congresso Brasileiro do Concreto

Geólogo Arnaldo Battagin, gerente de Tecnologia da ABCP, em palestra sobre coprocessamento

No 60º Congresso Brasileiro do Concreto, realizado de 17 a 21 de setembro em Foz do Iguaçu-PR, foi proferida a palestra “Panorama do Coprocessamento de Resíduos em Fornos de Cimento no Brasil” pelo geólogo Arnaldo Battagin, gerente de Tecnologia da ABCP, tendo como co-autor o engenheiro Fernando Dalbon, engenheiro ambiental da mesma entidade.

Além de um inventário estatístico sobre os tipos de resíduos utilizados como substitutos de matérias-primas e combustíveis tradicionais, a palestra abordou a influência do coprocessamento na qualidade do clínquer. Foi mostrado que os elementos menores  no cimento provenientes do uso de resíduos coprocessados ficam em solução sólida na estrutura de silicato de cálcio e, dessa forma, não são lixiviados do concreto, não devendo ser motivo de preocupação de consumidores de cimento com a qualidade, durabilidade e o desempenho de cimento com clínquer processado.

A apresentação, bem como o “paper” completo, podem ser consultados por meio dos links abaixo.

Panorama do Coprocessamento de resíduos em Fornos de Cimento no Brasil:

(Apresentação)  (Paper)

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DF promove seminário sobre coprocessamento

 

 

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) realizou na última quarta-feira (19/09/2018), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o seminário “Coprocessamento de Resíduos”. O evento, que procura ampliar o debate sobre o tema, sucedeu à concessão, pelo Governo do DF, de licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal: a Votorantim Cimentos (renovação e ampliação da licença existente desde 1991) e a Ciplan (autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus).

Dividido em dois painéis (veja quadro com a Programação), o seminário abordou o panorama do coprocessamento no Brasil; a gestão dos resíduos sólidos e o potencial para recuperação energética; a geração de combustível derivado de resíduos no Distrito Federal; e o licenciamento ambiental para coprocessamento. O evento teve 71 participantes, representando entidades e empresas*. A ABCP foi representada por seu presidente, Paulo Camillo Penna,que compôs a mesa, e Mário William Esper, diretor de Relações Institucionais, que proferiu a palestra “Panorama do Coprocessamento no Brasil”.

Potencial econômico e ambiental

O coprocessamento é considerado uma alternativa sustentável e adequada à destinação de resíduos. Ele aumenta a vida útil dos aterros e contribui para a redução dos gases de efeito estufa, tanto pela não geração de metano da decomposição do lixo quanto pela substituição como combustível em função de seu conteúdo de biomassa. Marcontoni Montezuma, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fibra, observou que “não existem muitas razões” para que o coprocessamento não se efetive, dado o atual controle dos processos industriais. Para ele, o seminário reuniu entes decisivos para que isso se torne realidade no Distrito Federal.

Por enquanto, as cimenteiras de Brasília só podem fazer o coprocessamento de pneus, não de outros resíduos, como industriais, urbanos (comerciais e residenciais) e os da agricultura. Apenas Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo têm regulamentação nesse sentido. Porém, é fato que a utilização de resíduos em fornos de cimento como substitutos de combustíveis e matérias-primas convencionais atende ao preconizado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, e contribui para a economia circular. Em muitos países da Europa onde a legislação baniu os aterros sanitários, os combustíveis derivados de resíduo (CDR) produzidos a partir de resíduos urbanos, comerciais e industriais não perigosos após triagem dos recicláveis tornaram-se uma ferramenta na gestão de resíduos.

 

Resultados concretos

Em 2016, o Brasil destruiu aproximadamente 1 milhão de toneladas de resíduos em fornos de cimenteiras. “Nesse sistema, os resíduos são transformados em potenciais subprodutos ou outros materiais, promovendo a reciclagem, a reutilização e a recuperação. A indústria do cimento do Brasil vem utilizando resíduos em seus fornos desde a década de 1990 e atualmente a substituição térmica está em torno de 10%. Na Europa, chega a 90%”, explicou o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo.

O presidente do Ibram, Aldo César Vieira, mostrou-se favorável à ampliação do coprocessamento no Distrito Federal, destacando que ele traz benefício para a indústria quanto ao custo do produto e movimenta a cadeia produtiva. “No final, é um processo que vai beneficiar a sociedade como um todo. Espero que essa parceria para tratar desse assunto continue, não só com o setor produtivo, mas também com o Ministério Público, que está conosco nesse esforço”, disse. A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Cristina Rasia, também participou do debate.

Próximos passos

Considerado um sucesso pela qualidade do conteúdo e dos apresentadores, o seminário deve agilizar o licenciamento do coprocessamento para combustível derivado de resíduo (CDR) nas duas fábricas do Distrito Federal. Para tanto, o próximo passo é a elaboração de uma resolução do Distrito Federal para CDR. Além disso, o encontro previu a elaboração, em conjunto com o Ministério das Cidades, de uma agenda para coprocessamento de CDR em todo o Brasil; e o agendamento de uma visita da Fibra, Promotoria Pública e Ministério das Cidades a uma unidade de produção de CDR localizada em Recife (PE).

Texto baseado em informações de: Aline Roriz / Sistema Fibra

Foto: Moacir Evangelista / Sistema Fibra

*  Entidades e empresas participantes: Fibra e Ibram, Sema, SEDICT, MPDFT, ABCP, Ibama, SLU, Adasa, CEB, Ministério das Cidades, CNI, UnB, Sindimam, Instituto Lixo Zero, Exército Brasileiro, Votorantim, Ciplan, Combral e JC Gontijo, Bonasa, Valor Ambiental, Scom Ambiental e Corsap DF/GO.

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Governo do DF concede licenças ambientais para cimenteiras do Fercal

Governo do DF concede licenças ambientais para cimenteiras do Fercal

 

O governo do Distrito Federal entregou licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal. A Votorantim Cimentos faz esse trabalho no DF desde 1991 e conseguiu a renovação e ampliação da licença, enquanto a Ciplan foi autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus.

O coprocessamento de pneus e biomassa substitui parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. A medida contribui para reduzir o uso de recursos naturais não renováveis e a emissão de CO2, além de diminuir o volume de resíduos enviados ao aterro sanitário. O forno de cimento garante a total eliminação térmica dos resíduos e a incorporação das cinzas no processo de fabricação, sem comprometer a qualidade do produto. O coprocessamento exerce ainda papel importante para a saúde pública, uma vez que auxilia a evitar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, por exemplo.

A licença foi assinada pelo secretário da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, pelo secretário do Meio Ambiente, Felipe Ferreira, e pelo secretário-geral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Ricardo Roriz. Compareceram o gerente da Votorantim no Distrito Federal, Waldir Gomides, o presidente da Ciplan, Sergio Bautz, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Marcontoni Montezuma.

“A Fibra lutou muito, ao lado das cimenteiras, para conseguir essas licenças. Enxergamos isso como um grande avanço, pois diminui os resíduos, além de destravar o emprego e o investimento. São empresas extremamente industrializadas, que sabem o que estão fazendo e vão trazer benefícios enormes à sociedade”, disse Montezuma.

Com o volume que já era licenciado, a Votorantim eliminava 1,5 tonelada de pneus por hora. Agora, a capacidade será quadruplicada. “A gente pode chegar a 3 mil pneus de caminhão por dia destruídos imediatamente nesse processo, sem alteração de características de produto, ou 9 mil unidades de pneus de carros de passeio por dia. Esse é um trabalho feito em várias vias do poder público, da sociedade e do setor industrial e envolve uma questão de saúde pública e de vigilância sanitária”, afirmou o representante da Votorantim.

A Ciplan, por sua vez, aguardava a licença havia vários anos para dar início ao coprocessamento em suas instalações. Agora, está autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus. “Mais que substituir um combustível de fonte não renovável, temos a oportunidade de fazer uma adequação ambiental no quesito de redução de emissão de CO2 e de eliminar a quantidade de pneus expostos de maneira irregular”, explicou o presidente da empresa, que destacou os benefícios ambientais, econômicos e sociais especialmente para a região da Fercal.

 

Coprocessamento de resíduos

O Brasil gera anualmente 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A quantidade de lixo cresceu 21% só na última década, mas o tratamento adequado dado a esses resíduos não aumentou. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, só 3% dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados, apesar de um terço de todo o lixo urbano ser potencialmente reciclável.

O combustível derivado de resíduos pode, portanto, ser uma importante ferramenta de desenvolvimento sustentável para as economias regionais. Os empresários destacaram a importância desse coprocessamento não se restringir aos pneus: é preciso analisar o trabalho com resíduos triturados, restos de obras e resíduos sólidos urbanos para seguir o caminho da evolução de maneira sustentável.

Pensando em dar continuidade para esse debate, a Fibra receberá o seminário Coprocessamento de Resíduos em 19 de setembro, a partir das 14 horas. A programação inclui painéis sobre gestão de resíduos sólidos, potencial para recuperação energética, panorama de coprocessamento no Brasil, geração de combustíveis derivados de resíduos e planos e metas do poder público. Para se inscrever no evento, entre em contato pelo telefone (61) 3362-6190.

Texto: Aline Roriz

Foto da assinatura: Helio Montferre/Sistema Fibra

Foto da indústria: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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Em vez de aterros, “lixo industrial” vira combustível para fabricação do cimento

De acordo com o diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, em 2015, a indústria de cimento do Brasil destruiu em seus fornos (coprocessou) cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos, representando uma substituição de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. Contudo, a indústria cimenteira brasileira possui, atualmente, aproximadamente o dobro do potencial de destruição de resíduos.

Pneus

Entre os resíduos destruídos, a indústria do cimento do Brasil coprocessou mais de 301 mil toneladas de pneus. Esse número equivale a cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. Se enfileirados, essa quantidade de pneus daria para dar uma volta ao mundo com folga.

O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. Neste processo, os resíduos industriais e os pneus são usados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria prima (componentes do calcário e da argila e minério de ferro).

Esse processo é totalmente controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. Ao contrário, é uma tecnologia consagrada mundialmente e uma das responsáveis para que a indústria cimenteira brasileira seja considerada hoje uma das mais ecoeficientes do mundo, de acordo com o WBCSD – CSI. Essa é uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientai e doenças. O coprocessamento também contribui para mitigação das emissões de CO2.

Este foi um dos temas abordados durante o 7º Congresso Brasileiro do Cimento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho de 2016, em São Paulo.

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Laboratório de meio ambiente: serviços de amostragem e análises

Laboratório de meio ambiente: serviços de amostragem e análises

 

Conte com a ABCP para coletar, analisar e monitorar emissões industriais. Peça um orçamento.

 

A ABCP é acreditada pelo INMETRO para a realização de amostragem de emissões atmosféricas e respectivas análises.

 

Para a concessão ou renovação do licenciamento de atividades industriais, como a de coprocessamento, as regulamentações estaduais e federais estabelecem limites máximos de emissão de poluentes na atmosfera, além de exigirem o monitoramento periódico dessas emissões.

A avaliação das emissões, feita com base em normas nacionais e internacionais e posterior análise em laboratório especializado, é realizada pela amostragem dos gases liberados na chaminé.

Decretos estaduais recentes têm exigido que as coletas e análises sejam realizadas por laboratórios devidamente acreditados pelo INMETRO segundo a Norma NBR ISO/IEC 17025 (Requisitos Gerais para a Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração).

Com corpo técnico especializado e laboratório bem equipado, a ABCP está preparada para atender à demanda da indústria e está acreditada pelo INMETRO para a realização de amostragem de emissões atmosféricas e respectivas análises.

A ABCP realiza ainda ensaios de caracterização dos resíduos para fins de coprocessamento, avaliação ambiental do clínquer e cimento coprocessados, entre outros, todos também com acreditação INMETRO.

Conheça os ensaios que a ABCP está apta a realizar:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Coprocessamento e tecnologias mais limpas em debate

Coprocessamento e tecnologias mais limpas em debate

 

A ABCP, em parceria com a Embaixada da Suécia, promoveu no dia 29 de novembro o seminário “Coprocessamento de Resíduos Sólidos Urbanos e Tecnologias mais Limpas”, evento que contou com a presença do dr. Kåre Helge Karstensen, diretor científico da Fundação de Ciência e Pesquisa Aplicada (Sintef), maior organização de pesquisa da Escandinávia, que tratou do coprocessamento sob a perspectiva da segurança ambiental e da saúde pública. Em sua palestra, o cientista abordou experiências internacionais e melhores práticas do coprocessamento de material orgânico.

 

O evento contou com as seguintes palestras:

  • Coprocessamento de Material Orgânico  – Experiências Internacionais e Melhores Práticas – Kåre Helge Karstensen
  • Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – Ministério do Meio Ambiente – Ronaldo Hipólito Soares
  • Segurança e Confiabilidade Técnicas de Abatimento de Emissões de NOx
  • Tecnologias Modernas para Medição Contínua de Emissões – Carlos Tumang – Opsis
  • Tecnologias de Prevenção de Incêndios no Coprocessamento da Indústria Cimenteira – Raul Moreno – Firefly

 

Acesse aqui os arquivos das palestras.

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Destinação adequada a pneus inservíveis

Destinação adequada a pneus inservíveis

A indústria do cimento coprocessou 45 milhões de pneus em 2011, o equivalente a 36 mil km. Enfileirados, os pneus podem cobrir a distância entre o Rio de Janeiro e Pequim, ida e volta.

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